LYRIC



Fui à uma festa até porque estava mesmo a precisar
Desanuviar a alma no rosto e trocar de ar
Foi amor a primeira vista… Ai meu deus!
Gaguejei a fala… O prazer é todo meu
O chão fugiu dos pés e a vida não desmente
Aquele beijo que me fez voltar a ser uma semente
Ama-la, era entregar-se e pronto
Era saber que enquanto houvesse estrada viajaríamos juntos
Era mais que sonhar, mais que ser feliz
Era arquitetar o berço do universo que eu quis
Era envenenar-me as veias e as entranhas
Como o exílio que o meu sangue hoje ainda apanha
Dei-me a amar a mim mesmo sem medo
Desde cedo amei o enredo a dedo credo!
Deste mal necessário que ainda me persegue
Deste amor finito a que vivo todo entregue.

O amor que brotava de mim era uma resposta a solidão
Porque um minuto sem ela já apertava o coração
Abandonei a escola, amigos, emprego
Tudo por causa dela, agora sei o amor é cego
Passava por cima de quem me impedisse de vê-la
Agredi os meus pais por não tentarem entendê-la
Roubei para agrada-la e vê-la sorrir
Movi céu e terra para tê-la próxima de mim
Meus ente queridos lutaram com todas forças que tinham
E conseguiram nos separar, porque convinha
Deixei de me alimentar, mergulhando em apatia
Suspirando mais do que respirando até que certo dia
Meu corpo perdeu toda a vivência
E hoje morro devagar desprovido de existência
Preso à cama de um hospital, sei que ninguém imagina
Que a mulher que retrato aqui, se chama COCAINA.

As causas podem advir da fuga à vida real
Necessidade da liberdade na rejeição da pressão social
Falta de modelos de um comportamento adequado
Desintegração familiar, mas por outro lado
Curiosidade, insegurança, frustração
Influência, ilusão, desemprego, desilusão
O país faz o que pode, segundo me ocorre
Quando os ricos fazem guerra, são os pobres que morrem
É preciso sentar, pensar e concordar
Garantir opções, uma delas educar
O indivíduo, a sociedade, a família por exemplo
Deve velar pelos valores dos membros
Não vamos esperar estarmos abandonados
Para reconhecermos o valor de quem temos ao lado
Se estás cônscio, e nada mais te interroga
Junta-te a mim nesta luta e diga: NÃO ÀS DROGAS!

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